
A Ilha da Brava passa a integrar, de forma estruturada, a rede nacional de inclusão digital com a implementação de um TechLab no âmbito do programa Skodji Digital, reforçando a estratégia do Governo de Cabo Verde de garantir acesso equitativo à tecnologia e às competências digitais em todo o território.
A iniciativa resulta da reativação e requalificação da infraestrutura WebLab, agora integrada num modelo operacional articulado entre o Ministério da Economia Digital e o Ministério da Educação, no quadro do Programa Nacional de Literacia Digital, que visa transformar ativos existentes em plataformas efetivas de capacitação e inclusão digital
Brava assume-se como um território estratégico para testar e consolidar um modelo de proximidade, capaz de levar formação digital a comunidades com maiores constrangimentos de acesso, contribuindo diretamente para a redução das assimetrias territoriais.
interior do laboratórioInstalado no recinto do Liceu Eugénio Tavares, o TechLab está equipado com 15 postos operacionais, totalmente configurados e conectados, permitindo a implementação imediata de programas de formação orientados para a literacia digital e o desenvolvimento de competências práticas.
A infraestrutura foi requalificada com soluções energéticas autónomas, incluindo painéis solares e conectividade dedicada, assegurando condições de funcionamento contínuo e adaptadas ao contexto da ilha.
A intervenção na Brava vai além da disponibilização de equipamentos, integrando um modelo de capacitação progressiva alinhado com o programa Skodji Digital, que estrutura percursos de aprendizagem orientados para o uso efetivo da tecnologia.
Numa primeira fase, a formação incide sobre competências essenciais de literacia digital, incluindo navegação, utilização de ferramentas digitais e acesso a serviços. Progressivamente, os participantes são introduzidos a competências mais aplicadas, com foco na produtividade, autonomia digital e primeiros passos na economia digital.
laboratório tecnologico com painel solarA escolha da Ilha da Brava como território de implementação reflete uma abordagem estratégica centrada na redução das assimetrias territoriais, permitindo testar e consolidar um modelo de proximidade direcionado a comunidades com maiores constrangimentos de acesso.
Esta abordagem enquadra-se numa visão mais ampla de política pública, que procura garantir que os investimentos em conectividade e infraestruturas digitais sejam acompanhados pelo desenvolvimento do capital humano, assegurando impacto real na vida das populações.
A médio e longo prazo, a implementação do TechLab na Brava integra um plano nacional de expansão da rede de infraestruturas de formação digital, com enfoque na inclusão de jovens fora do sistema de ensino, mulheres chefes de família e comunidades em zonas de menor acessibilidade.
Este modelo prevê a consolidação de percursos formativos estruturados, o reforço da articulação com o ecossistema de empregabilidade digital e a avaliação progressiva do impacto socioeconómico nas comunidades abrangidas.
Ao posicionar a Brava como território piloto, Cabo Verde reforça a sua ambição de construir uma nação digital inclusiva, onde a tecnologia assume um papel central na promoção da igualdade de oportunidades, no desenvolvimento económico e na mobilidade social.

Vista aerea do labtech
Alunos do Liceu Eugénio Tavares